Além de câmeras, o equipamento dispõe de um captador de sinais bluetooth/wi-fi, o que permite saber quantos celulares estão ativos dentro do carro. Caso a lotação máxima permitida seja alcançada, será acendido um sinal vermelho para o motorista.

Enquanto o público curitibano aguarda a vez na fila de vacinação contra o coronavírus, todo cuidado é pouco. Para quem simplesmente não pode deixar de sair de casa para trabalhar, encarar ônibus lotados diariamente é uma missão difícil, mas que tem se tornado cada vez mais segura conforme as empresas avançam em tecnologias de biossegurança.

Em Curitiba, nesta semana, iniciam os testes dos novos ônibus com sistema para controle de lotação, medida que foi projeto da Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) e da ACP (Associação Comercial do Paraná). O sistema foi implementado pela startup Milênio Bus, segundo informações do Diário do Transporte. 

Além de câmeras, o equipamento dispõe de um captador de sinais bluetooth/wi-fi, o que permite saber quantos celulares estão ativos dentro do carro. Caso a lotação máxima permitida seja alcançada, será acendido um sinal vermelho para o motorista. Em longo prazo, objetiva-se ter uma melhor gerência de frotas e horários de circulação de linhas com auxílio dos dados coletados.

“Os sensores transformam os dados em informações úteis para os usuários propiciando a oportunidade de escolha, entre pegar um ônibus lotado e esperar mais um pouco e poder ir até sentado. Além de informar melhor o passageiro sobre a lotação, ao retratar de maneira mais fiel o comportamento da demanda, a tecnologia pode ajudar no melhor planejamento de linhas e dimensionamento da frota, além de possibilitar seccionamentos de linhas ou mesmo prolongamentos mais condizentes com a realidade”, detalhou Marcel Ogando, fundador da startup responsável pelo sistema. 

O advento do sistema se fez necessário por conta da grande circulação com ônibus lotados durante a pandemia, o que, apesar de equipamentos que diminuem os riscos de contágio nas frotas, causou preocupação na Câmara, gerando Projeto de Lei para multar empresas que andassem com número elevado de passageiros. 

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